Sesc RJ Flamengo atropela Paulistano e dispara na Superliga
abr, 19 2026
O Sesc RJ Flamengo não está dando chances para os adversários nesta temporada. Com um desempenho avassalador, a equipe comandada por Bernardinho venceu o Paulistano Barueri em dois confrontos decisivos em janeiro de 2026, consolidando-se como a força dominante do vôlei nacional. As vitórias não foram apenas números no placar, mas um recado claro para as rivais sobre quem manda na quadra.
O primeiro golpe veio no dia 7 de janeiro, durante a 12ª rodada da Superliga. Em um jogo rápido e eficiente no Ginásio José Corrêa, em Barueri, o Flamengo resolveu a parada com um 3 a 0 categórico (25-17, 25-15 e 25-17). Aqui está o ponto chave: com esse resultado, o time rubro-negro manteve sua sequência invicta, chegando a 12 vitórias em 12 jogos. Para se ter uma ideia do domínio, a equipe perdeu apenas 7 sets em toda a competição até agora.
A conta matemática ficou ainda melhor para o lado carioca. O Flamengo saltou para 33 pontos, abrindo uma vantagem confortável de 4 pontos sobre o Gerdau Minas. Enquanto o líder sorria, o vice-líder tropeçava, perdendo por 3 a 0 para o Batavo Mackenzie no mesmo dia. Foi a tempestade perfeita para Bernardinho ampliar a distância no topo da tabela.
Domínio técnico e brilho individual
Se o sistema tático é perfeito, as peças individuais estão brilhando. Na partida da Superliga, a americana Simone Lee deu um show à parte, liderando a pontuação com 19 pontos (sendo 16 de ataque e 3 aces). Mas o destaque absoluto, que levou o Troféu VivaVôlei, foi a oposta Tainara, com 11 pontos. Lorena, a muralha do meio, também deixou sua marca com 13 pontos, provando que a defesa do time é quase impenetrável.
Nem tudo foram flores, porém. O time sentiu a falta da central Kirov, que ficou fora de combate após um acidente doméstico que resultou em um corte na mão direita. A solução de Bernardinho foi escalar Juju, que formou uma parceria sólida com Lorena e não deixou o rendimento cair. Do outro lado da rede, o Paulistano, apesar dos esforços de Jheovana (11 pontos), não conseguiu sequer tirar um set do time do Rio.
Copa Brasil: A confirmação da hegemonia
Se alguém pensou que o Paulistano daria o troco, a realidade foi diferente. No dia 23 de janeiro, as equipes se reencontraram, mas agora pelas quartas de final da Copa Brasil de Vôlei Feminino Ginásio do Tijuca . Novamente, o resultado foi um 3 a 0 (25-15, 25-16 e 25-21), garantindo a vaga do Flamengo nas semifinais.
O jogo começou com um ritmo intenso. Logo no primeiro set, o Flamengo abriu 7 a 3, forçando o técnico do Paulistano, Wagão, a pedir tempo para tentar estancar a hemorragia. Não funcionou. O segundo set foi quase um treino, terminando em 25-16 sem que as rubro-negras precisassem sequer usar sua força máxima. Apenas no terceiro set houve um suspense, com o placar em 20-19, mas Lorena resolveu com um bloqueio crucial sobre Jheovana, selando o destino da partida.
Os números do massacre na Copa Brasil:
- Bloqueios: Flamengo 14 x 9 Paulistano (Lorena sozinha fez 6).
- Saque: 5 pontos para o Flamengo contra apenas 2 do adversário.
- Erros: O Flamengo foi mais preciso, cometendo 17 erros contra 22 do Paulistano.
- Ataque: A eficiência carioca foi superior, enquanto o Paulistano somou apenas 23 pontos no ataque.
Análise: Por que o Flamengo está tão distante?
A diferença entre o Sesc RJ Flamengo e o restante da liga não está apenas no talento individual, mas na consistência. Sob a batuta de Bernardinho, o time desenvolveu uma leitura de jogo superior. A capacidade de manter a intensidade do início ao fim, somada a um sistema de bloqueio que asfixia as atacantes adversárias, torna a equipe quase imbatível.
Interessante notar que o Flamengo não apenas vence, mas vence com autoridade. Ter 8 vitórias por 3 a 0 em 12 jogos mostra que o time não entra em campo para "tentar" vencer, mas para impor seu ritmo. O impacto psicológico disso sobre as adversárias é imenso; elas já entram em quadra sabendo que qualquer erro será punido severamente.
O que esperar daqui para frente
O calendário não dá trégua. Após as vitórias sobre o Paulistano, o foco se voltou para clássicos regionais e a preparação para as fases finais. O jogo contra o Fluminense no Maracanãzinho, marcado para 11 de janeiro, serviu como termômetro para a rivalidade local, mas é na Superliga e na Copa Brasil que o título real está em jogo.
Com a liderança isolada e a vaga na semifinal da Copa Brasil, o Sesc RJ Flamengo entra agora em uma fase de gestão de energia. O desafio de Bernardinho será manter a fome de vitória do grupo enquanto lidam com a pressão de serem o alvo de todos os times da competição.
Perguntas Frequentes
Qual a situação do Sesc RJ Flamengo na tabela da Superliga?
O time é o líder isolado com 33 pontos após 12 rodadas. Eles mantêm 100% de aproveitamento (12 vitórias em 12 jogos) e possuem uma vantagem de 4 pontos sobre o vice-líder, Gerdau Minas.
Quem foram as principais jogadoras nos jogos contra o Paulistano?
A americana Simone Lee foi a maior pontuadora da Superliga com 19 pontos. Tainara foi eleita a melhor da partida (MVP) com 11 pontos, e Lorena foi fundamental tanto no ataque quanto no bloqueio, especialmente na Copa Brasil.
O que aconteceu com a jogadora Kirov?
Kirov sofreu um acidente doméstico que resultou em um corte na mão direita. Devido à lesão, ela ficou fora dos jogos de janeiro, sendo substituída na posição de central por Jujú.
Qual foi o resultado do confronto na Copa Brasil?
O Flamengo venceu o Paulistano Barueri por 3 sets a 0 (25-15, 25-16 e 25-21) no dia 23 de janeiro, garantindo assim a classificação para as semifinais da competição.